Para os Jovens e para quem convive com Eles!

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Ser jovem é uma música repetida mil vezes em várias gerações. Os jovens quase sempre fazem as mesmas coisas que fizemos quando também eramos novinhos em folha. Mas eles vem atualizados nas loucuras de nossos tempos. As vezes os conselhos são sempre os mesmos. Os dados e os recebidos, porque pouca coisa vamos mudar nas escolhas, ou nas coisas que faremos das que fizeram nossos pais, e que farão nossos filhos e netos. É um ciclo interminável. Tem algo nos jovens que me encanta. E que quando eu era uma, eu não conseguia perceber tão bem. Eles se apaixonam tanto e tão intensamente que pensam que vão morrer de tanto ''amar". Eles não sabem, mas vão superar muitas e muitas vezes. Vão crescer e as vezes calejar o coração, mas vão viver intensamente custe o que custar. Viver intensamente me custou tão caro, que costumo dizer que ainda tenho pago a conta (risos) . Mas de fato eu não ia querer ter vivido outra vida. A vida é mesmo coisa de gente forte e doida. Tem que ser muito doido para cair num mundo de paraquedas e sem entender nada, começar caminhar o que todos caminham. A melhor parte da vida é que ela nos reserva alguns prazeres lindos, que quando somos jovens temos mais coragem de experimentar. O amor de um jovem parece coisa de filme, as músicas deles, as roupas, o sorriso e o choro sem precedentes. Do nada você pode ver um adolescente chorando ou sorrindo e sem entender você entra na vibe deles. Para mim, uma casa onde tem jovens é uma casa estupidamente louca e alegre. Eles cantam do nada, brigam pra tudo. Sonham acordados com seus foninhos de ouvido. Amam hoje, odeiam amanhã. Te culpa por tudo, mas são intensamente intensos.
Eu penso de mim como a menina doida que escrevia tudo o tempo todo. Sonhava olhando para as estrelas e jamais pensei que teria que aconselhar um jovem um dia . Mas quando minha barriga começou a crescer com apenas 16 anos de idade e pela primeira vez algo mexeu dentro de mim. Eu entendi que de jovem eu tinha muito pouco para viver a partir dali. E talvez inconscientemente eu me joguei nas experiencias rápidas que eu poderia viver. Depois dali, nunca mais fui considerada e menina certinha que a sociedade cultiva como plano ideal, mas continuei sendo a menina que escrevia tudo o tempo todo. E lembro que meus diários continham experiencias gigantescas já aos 22 anos. A maternidade foi mais forte para mim. E eu decidi que escolheria viver de forma mais confortável em família, do que de forma intensa. Lembro, que com 25 anos a minha avó já implorava para que eu saísse um pouco de casa e vivesse o mundo. Eu pensava: Viver o que? Já vivi coisas que pessoas levam anos inteiros para fazer. Algumas nem fazem. Se me arrependo de ter experimentado a vida? Não, não mesmo. Mas eu soube parar, eu soube me auto consertar, me auto preservar. Eu soube não mais me iludir e principalmente eu soube a hora em que quis todas as coisas. Soube a hora em que quis ser esposa e mãe novamente, soube que nessa hora ia começar outra história e toda ilusão ia ser apagada da memoria. Eu queria que as pessoas fossem divertidas, jovens em suas almas, mas soubessem a hora de parar de brincar de vida. Que soubessem a hora em que dizer não, é a melhor escolha. Que deixássemos os impulsos jovens para os jovens. Chegou o dia em que a jovem que eu carregava na barriga aos 16 anos, também tem 16 anos. Ela é menos impulsiva, mas experimenta a vida a sua maneira. É estranho aconselhar ela que o caminho melhor é o oposto, hoje eu sei que é. Mas eles tem dificuldade de acreditar na gente. Uma coisa é boa nisso tudo. Eles vão aprender a maneira deles. Respeitando limites , claro! E isso os fará ótimos conselheiros de seus filhos e netos. Afinal, todos que experimentam a vida corre o risco de ter seus filhos e sua família ( risos) . E eles falarão com propriedade. Porque o melhor conselho recebido é aquele dado a quem tem vivido. Jovens? Juízo. Existe muito mais coisas boas que o mundo de fora nos mostra. Seja corajoso para experimentar o oposto das coisas que não nos servem nesse mundinho. Seja um diferencial. Seja lembrado por ter sido um jovem que viveu, mas que foi responsável. Todavia, se você não ouvir meu conselho final. Viva o mundo de fora com moderação!!! Não acredite facilmente nas pessoas. Experimente o amor, mas não morra por ele. Porém, não morra sem experimentar a vida. Ainda que ela seja dentro de você no seu quarto com seu foninho. Sejam fortes! Suellen Maper Entre Conselhos e Poesias